Transplante usa metade do fígado

Transplante usa metade do fígado

Dr. Nicoluzzi e Rubens

O Hospital Angelina Caron, em Curitiba, realizou há dias uma técnica cirúrgica pela qual apenas a metade de um fígado retirado de doador foi necessária para substituir um fígado doente. Tentativas semelhantes haviam sido tentadas anteriormente no Paraná, porém sem sucesso.

O transplante dividido, como é chamado, salvou a vida de Rubens Pereira de Oliveira, de 45 anos, que desde 2005 sofria de cirrose hepática. Durante todo esse período ele realizou sessões semanais de hemodiálise, foi aposentado por invalidez e há mais de sete meses estava na fila dos transplantes.

Como ele, mais de 500 pessoas atualmente estão à espera de um transplante hepático no Paraná. O índice de mortalidade de quem aguarda a sua vez de realizar a cirurgia é superior a 40%. A esperança é a de que a técnica colabore para reduzir a fila dos transplantes, já que um mesmo órgão pode ser aproveitado por até dois pacientes.

A técnica

O transplante de fígado é um dos mais complexos. Quando captado, o órgão é colocado em uma geladeira portátil e preservado em temperatura inferior a quatro graus Celsius. O tempo de isquemia (em que o órgão permanece congelado) deve ser o menor possível para que possa funcionar com sucesso.

O nível de dificuldade do transplante de fígado dividido é ainda maior. O órgão é extremamente vascularizado, sendo que o lado esquerdo é independente do direito.

Por essas peculiaridades da cirurgia, João Eduardo Nicoluzzi, responsável pelo Serviço de Transplantes do hospital, informou que poucos centros do País tem estrutura e equipe treinada para realizar essa forma de procedimento.

O especialista destacou que o procedimento entrará em definitivo na rotina do Angelina Caron. Ele acrescentou que basta o potencial doador ter um fígado que possa ser dividido e aproveitado por dois pacientes.

Nicoluzzi destacou ainda que a nova realidade só é possível, também, graças à nova política de captação de órgãos implementada pela Central de Transplantes do Paraná. As diversas estratégias adotadas pela Central permitiram ao Hospital Angelina Caron realizar, somente no mês de abril, um total de 11 transplantes de diversos órgãos.

 

8 Comentários

  1. FICO muito feliz de ler sobre este assunto, meu pai também é portador de cirrose hepática, está na fila de transplante a mais de um ano, percebemos que a cada dia a situação se agrava, e a espera está ficando angustiante.
    gostaria de saber maiores detalhes sobre esta forma de transplante, pois aqui NO INTERIOR DE sp, NÃO EXISTE TRANSPLANTE DE ORGÃO BIPARTIDO.
    PARABENIZO PELO SUCESSO DA CONQUISTA, E AGUARDO A RESPOSTA.

    aTT

    lUCIANA

    • Oi Luciana,
      Esta modalidade é considerada ‘critérios expandidos’ e como outros tipos de doadores, como os esteatoticos ou mesmo orgaos com longo período de cobservaçao, são oferecidos para todos nossos receptores, cientes que existe uma taxa maior de risco de usar estes orgaos, porém menor que o risco de vida em lista de espera. Estes critérios expandidos são aceitos pela central de transplantes e os mesmos sao oferecidos para pacientes que assinaram consentimento informado a respeito. No mundo todo se usa e cada vez mais devido ao grande volume de receptores e poucos orgaos. Se for de sei interesse podemos ver seu pai em nosso centro, pois transplantamos gente de todo o Brasil.

  2. Dr.minha irma tem cirrose e esta com um tumor maligno de 5.9 mm qual tratamento seria ideal ?

    • Olá Cleusa,
      Prazer poder ajudar. O tratamento ‘ideal’ para sua irmã é remover este nódulo maligno e tratar o que causou, no caso a cirrose. Para isto o indicado se ele tiver condições clinicas é o transplante de figado. Porém a lei permite transplante para nódulo de até 5 cm. Para casos maiores tenta-se reduzi-lo com um método chamado qumioembolizacao. Se ele responder ao tratamento ela vai para a fila de transplante.
      Se necessitar fazemos todas estas etapas pelo Sus no Hospital Angelina Caron, maior e melhor centro de transplante do PR.
      Grato por consultar nosso site

  3. meu pai esta com cirrose no figado devido a epatite c ,e esta internado no hospital ha mais de 18 dias sem previsão de melhora poderia eu doar parte do meu figado para ele ? 54-9611-8430 ou 54-91259640 passo fundo rio grande do sul

    • Olá seriam necessários mais dados para um parecer clinico de intervivos. Em linhas gerais doentes mais debilitados são melhores candidatos p transplante com figado cadavérico e não de intervivos.
      Fico no aguardo de mais detalhes p um parecer mais solido

  4. Meu marido está com colangite, agora com cirrose hepática, não sei há quanto tempo está com a doença, alguns sintomas, só agora que percebi, ele já tinha há um bom tempo. Atualmente está na fila do transplante. Meu filho de 22 anos está disposto a fazer a doação, gostaria de saber sobre os riscos, tanto do receptor quanto do doador, fico muita insegura, pois só tenho um filho. Antecipadamente agradeço.

    • Olá Dona Silvia,
      O transplante intervivos entre adultos apresenta risco estimado de vida p o doador de 3%, o que ao meu ver é alto, principalmente sendo seu único filho eu contra-indicaria.
      Contudo se o MELD de seu esposo for em torno de 23 ele poderia transplantar conosco no PR, pois aqui a fila tem andado bem p MELDS deste valor. A pessoa que transfere de Serviço não perde seu lugar na fila.
      Estamos à disposição

Deixe um comentário


seis − = 1