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cancer mamaComo já vimos anteriormente, o câncer de fígado pode ser primário (quando se origina no próprio órgão) ou secundário, também chamado de metastático (quando se origina em outro órgão, espalhando-se até o fígado). São tipos de câncer que podem atingir o fígado: câncer de mama, esofágico, pancreático, de estômago, entre outros. Entenda um pouco sobre a influência do câncer de mama nesse órgão.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer de mama, e impede que ele se espalhe para outros órgãos. Por isso, é importante a realização da mamografia anualmente, principalmente para mulheres acima de 50 anos. Quem tem histórico familiar da doença, deve começar a realizar o exame 10 anos antes do caso mais precoce na família (por exemplo, se a mulher mais nova a contrair o câncer na família tinha 50 anos, aconselha-se começar os exames anuais aos 40 anos).

O fígado é envolvido em cerca de 50% dos casos de câncer de mama, normalmente em uma fase já avançada da doença.

Sintomas

Em muitos casos, a metástase hepática é assintomática. Quando há sintomas, podem incluir:

  • Febre
  • Icterícia (amarelamento da pele)
  • Suor
  • Perda de peso
  • Confusão
  • Náuseas
Tratamentos

Quando há apenas um tumor, ou quando ele é localizado em algumas áreas do fígado, pode-se realizar a remoção cirúrgica. Esse, no entanto, não é o caso mais comum de metástase hepática.
Para os demais casos, o tratamento sistêmico é o mais indicado. Esse tipo de tratamento não é local, mas circula pelo corpo todo, e tem três formas possíveis:

Hormonoterapia

Existem dois tipos de tumores: os que possuem receptores hormonais, podendo ser tratados com hormônios (representando a maioria dos casos), e os que têm células resistentes a hormônios. No primeiro caso, a hormonoterapia pode ser aplicada e fará com que as células tumorais morram.
Esse tratamento pode ser aplicado mesmo a casos não mais curáveis, pois controla a doença metastática.

Terapia alvo

Baseia-se em anticorpos monoclonais ministrados em medicamentos de via oral. Esses anticorpos conseguem bloquear o mecanismo de crescimento e divisão celular das células tumorais, contendo o desenvolvimento da doença. É um tratamento bastante eficaz e que não costuma apresentar efeitos colaterais.

Quimioterapia

Também pode ser realizada em caso de metástase, e tem o objetivo de controlar, inibir ou destruir o crescimento das células tumorais. Os medicamentos utilizados podem ser orais ou intravenosos.
A quimioterapia costuma ter efeitos agressivos porque diminui as defesas do organismo, matando as células tumorais mas também os glóbulos brancos do sangue. Atualmente, no entanto, existem medicações voltadas para o controle dos efeitos colaterais desse tratamento.

É importante ressaltar que se a mulher não apresenta mais possibilidade de cura devido ao estágio avançado da doença e das metástases, isso não significa que ela não conseguirá viver ainda por vários anos. Ao contrário, tratamentos como esses fazem com que a mulher consiga viver bastante e com qualidade de vida.

Dr. João Nicoluzzi

Médico especialista em cirurgias e transplantes de fígado, pâncreas e vias biliares.

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