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O câncer de fígado pode ser primário, quando se origina no próprio órgão, ou secundário (também chamado de metastático), quando se origina em outro órgão. Entenda um pouco sobre o primário, que envolve tumores como o hepatocarcinoma, o colangiocarcinoma e o angiossarcoma.

cancer figado

Hepatocarcinoma

O hepatocarcinoma, ou carcinoma hepatocelular, é um tumor que surge a partir da destruição e multiplicação de células. Altamente maligno, esse tumor tem evolução rápida, chegando a dobrar seu tamanho em cerca de quatro meses. Em função disso, o acompanhamento médico se faz muito importante, para que haja diagnóstico precoce e o tratamento seja possível.

Veja alguns dos sintomas trazidos pelo tumor:

  • Dores abdominais;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso;
  • Mal-estar;
  • Aumento do tamanho do fígado.

Entre os fatores de risco desse tipo de câncer, estão o vírus da hepatite B ou C, cirrose e a exposição à aflotoxina (produzida por um fungo, pode contaminar alimentos). Por isso, a vacina contra a hepatite B se faz importante também como forma de prevenir esse tipo de câncer.

Entre os possíveis tratamentos do hepatocarcinoma, quando este não está muito desenvolvido, estão a injeção de álcool no tumor ou a sua remoção cirúrgica. No entanto, quando uma parte maior do órgão foi afetada, pode-se proceder ao transplante.

Colangiocarcinoma

Menos frequente do que o hepatocarcinoma, afeta as vias biliares, que são responsáveis por drenar a bile do fígado e do intestino delgado. Um fator problemático da doença é que, inicialmente, é difícil de ser identificada pelo paciente, uma vez que os sintomas sutis nessa fase. Um dos sintomas mais comuns, além de fatores como a perda de peso, é a icterícia (a qual causa coloração amarela na pele e nas mucosas).

Angiossarcoma

É um tumor dos vasos sanguíneos, o qual ataca células responsáveis por filtrar bactérias e moléculas estranhas presentes no sangue ao passar pelo fígado. Os sintomas nesse câncer também são difíceis de ser identificados.

Algumas das possíveis causas desse tumor são compostos como o cloreto de vinil ou o arsênio inorgânico, ambos utilizados nas indústrias químicas. O cloreto de vinil também pode ser encontrado em produtos de cabelo, cigarro e inseticidas.

Assim como nos tumores anteriores, a quimioterapia e a radioterapia são pouco eficazes no angiossarcoma. O tratamento envolve remoção cirúrgica da parte afetada, dependendo do estágio em que se encontra a doença.

Dr. João Nicoluzzi

Médico especialista em cirurgias e transplantes de fígado, pâncreas e vias biliares.

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