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Leia agora a entrevista com o Dr. João Nicoluzzi sobre tumores primários de fígado. Entenda o que eles são, quais são os tumores malignos mais comuns e seus tratamentos. Você pode assistir a entrevista clicando aqui.

O que são tumores primários no fígado?

Dr. João Nicoluzzi – Os tumores primários de fígado se originam no próprio órgão. São diferentes dos tumores metastáticos, aqueles que saem de outros órgãos, onde nascem e crescem, e vêm para o fígado. O tumor primário se origina no próprio fígado e, basicamente, pode se desenvolver a partir de dois tipos celulares diferentes: o hepatocarcinoma da célula do fígado, e o colangiocarcinoma dos microcanais do fígado ou de fora dele.

Quais são os tumores malignos mais comuns?

Dr. João Nicoluzzi – Os tumores malignos mais comuns são justamente o hepatocarcinoma, em primeiro lugar, e o colangiocarcinoma. O hepatocarcinoma é um tumor maligno, na maior parte das vezes associado à cirrose – seja por vírus C, vírus B, álcool, ou por alguma outra causa que leve à cirrose. O colangiocarcinoma é um tumor sobre o qual nós não sabemos o que origina. Ele pode se formar tanto dentro do fígado, em um canal biliar, quanto fora dele, o que nós chamamos de canal do fígado.

Qual o tratamento destes tumores?

Dr. João Nicoluzzi – O tratamento depende do tipo de tumor. Basicamente, tanto para o hepatocarcinoma quanto para o colangiocarcinoma, a ideia seria remover completamente esse nódulo do fígado. Falando sobre o hepatocarcinoma primeiro, este é um pouco mais complexo, por serem pacientes que geralmente têm a cirrose associada, e isso muitas vezes impede que nós consigamos cortar aquele pedaço do órgão. Muitos desses pacientes, se tiverem no máximo 3 nódulos não maiores do que 3 centímetros (existe um nome chamado critérios de Milão), podem ir para transplante de fígado. Se a cirrose não for um problema, ou se ela estiver muito bem estável, através de critérios objetivos de sangue pensa-se na cirurgia ou no transplante. Se nem o transplante e nem a cirurgia forem possíveis, trata-se o hepatocarcinoma com quimioterapia, ou radiofrequência (uma agulha que derrete o nódulo), ou eventualmente por quimioembolização (técnica em que se cateterizam os vasos do tumor, e ainda se colocam micropartículas de quimioterapia em contato com o nódulo).

Para o colangiocarcinoma que está dentro do fígado, se possível, remove-se aquela região. Se estiver no canal fora do fígado, normalmente se tira esse canal, o qual é substituído por intestino delgado, fazendo-se uma ponte entre o fígado e o resto do organismo.

Qual é sua mensagem final?

Dr. João Nicoluzzi – A minha mensagem final é que muita tecnologia existe atualmente para tratar desse tipo de paciente. Por isso, é importante uma consulta com um médico especialista nessa área de fígado, e de canal de fígado, porque muito pode ser feito, e muito nós podemos acrescentar no tratamento e no conforto desses pacientes. Muito obrigado.

Dr. João Nicoluzzi

Médico especialista em cirurgias e transplantes de fígado, pâncreas e vias biliares.

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